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Sexta-feira, 09 de Março de 2018 13:55

Dia Internacional da Mulher foi de manifestações e reivindicações na Caminhada 8M

Caminhada Dia da Mulher Foto: Foto: Thales Ferreir Caminhada Dia da Mulher

Aos gritos de “Nem recatada e nem do lar, a mulhereda está na rua para lutar”, as mulheres adentraram a Rua Independência ao entardecer do dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, dando início a Caminhada 8M. Os movimentos sociais femininos de São Leopoldo foram os responsáveis por organizar a caminhada que reuniu cerca de 300 pessoas, de acordo com a Brigada Militar.


Mulheres de todas as cores, formas, sorrisos, estilos e idades se fizeram presentes em meio ao movimento que luta por uma sociedade sem opressão e desigualdade de gênero. Alguns homens também integraram o manifesto acompanhando as amigas, companheiras, filhas e mães. A Secretaria de Políticas para Mulheres participou da caminhada distribuindo panfletos informativos ao longo do percurso.


Na concentração, antes da caminhada, ocorreram atividades culturais como um ato inter-religioso organizado pela vice-prefeita, Paulete Souto, que exaltou a importância da união entre mulheres. “Que as nossas diferenças não sirvam para nos separar, mas nos fortalecer e nos unir. As mulheres pensam diferentes, nós queremos um mundo para todos e que aqueles homens que entendem isso nos ajudem a construir um mundo melhor para todas e todos”, destacou.



De mãe para filhas e filhos


Toni Regina, 45, e sua mãe, Elaine Kchemborger, 73, apreciavam as atividades culturais enquanto aguardavam o início de mais uma caminhada do 8 de março. Elas contam que todos os anos participam do movimento que luta pelos direitos das mulheres. “Estamos aqui para ajudar no movimento, colocar as mulheres à frente para que possamos conquistar o nosso espaço. A gente está aqui para isso, para mostrar essa força e ajudar as mulheres que sofrem abusos e são discriminadas. A gente está aqui para dar força mesmo”, revelou Toni. “Eu estou aqui pela luta das mulheres que hoje em dia estamos precisando”, disse Lorena mais sucinta, mas não menos relevante.


Um pouco mais à frente estava Jaiane Seulim, 26, embalando o pequeno Gael de dois meses. “Se tratando do dia 8 de março, um ato como esse no centro da cidade é uma oportunidade de dar uma visibilidade para a causa das mulheres. Então, estar hoje, seja em movimentos organizados ou individualmente, soma e revela a importância de abrir para a sociedade e abrir toda a discussão que o feminismo e os diferentes coletivos feministas propõem”, explanou Jaiane sobre sua decisão de participar da caminhada.


Para seu filho ela esperar oportunizar uma construção de mundo diferente da que a maioria dos homens recebeu. “O feminismo também pode ser vivido na experiência de dentro de casa, onde valores mais justos entre homens e mulheres podem ser trabalhados. Espero que meu filho tenha essa oportunidade e que a atuação dele na sociedade, ou em qualquer meio que ele escolher viver, seja uma relação mais fraterna e de igualdade tendo essa perspectiva de relações horizontais”, falou Jaiane.



Ativismo jovem

Eduarda Vasconcellos, 17, busca um mundo onde mulheres sejam valorizadas. “Eu acho que o principio de tudo é para valorizar a mulher, porque eu acho assim, que existem muitos homens que não valorizam a figura mulher, eles acham que porque é mulher, eles podem fazer, tipo, tudo com ela”, explicou.


Com o objetivo de inserir e oportunizar aos jovens a participação política e a reivindicar, a assistente social, Micheli Duarte, levou seus alunos do programa Proame para a caminhada.  “A motivação maior de estar aqui é poder reunir com outras mulheres para criar força para lutarmos e efetivarmos nossos direitos. Porque a gente está vivendo em um retrocesso tão grande, perdendo nossos direitos que eu acho que está na hora da gente botar a cara para rua mais ainda”, revelou.


Ismael Luan Rangel de Oliveira, 17, acompanhado pela professora Micheli, estava empolgado com a participação. “Eu acho incrível, eu super apoio isso, luto muito pelas mulheres, mesmo errando às vezes. Os homens precisam mudar, o machismo, mesmo a gente não querendo ser, às vezes a gente é e temos que respeitar mais as mulheres”, disse Luan.


Já Elen Fagundes da Silva, 17, gritava palavras de ordem durante o percurso em meio a um grupo de amigas. “Ver esses movimentos acontecendo no meu município me faz sentir representada não só pelas mulheres que estão aqui hoje, mas também pela gestão municipal atual”.



Mês da Mulher


A caminhada 8M é parte das atividades programadas para o Mês da Mulher, construído juntamente com os movimentos sociais do município, que iniciou no dia 1º de março e seguirá até dia 29.



[Texto: Eduarda Moraes - estagiária da Sepom | Jornalista Responsável: Aline Marques - MTb: 8929 | Scom/PMSL]

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