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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2018 15:41

Com a palavra: Linda Thomas

O início da manhã desta quinta-feira foi atípico para a doutora em Antropologia Social e mestre em Teologia Linda E. Thomas. Hipertensa, a americana, de 62 anos, sentiu fortes dores no peito e foi trazida à Emergência do Hospital Centenário, por volta das 6h. Linda é moradora de Chicago, nos Estados Unidos, e participa, como conferencista, do IV Congresso Internacional da Faculdades EST - Política, EstÉtica e Direito: o pensar teológico em tempos sombrios. 
 
Linda falou sobre o atendimento realizado pelos profissionais da Emergência, e fez questão de posar para a foto ao lado do estudante do curso técnico de Enfermagem, Caio Dall, que no Centenário trabalha como maqueiro. Foi Caio quem serviu de intérprete entre a paciente e a equipe. “Ele foi muito importante para mim, conseguiu me acalmar, explicou o que estava acontecendo”, relatou. A seguir, a íntegra das palavras de Linda, que chegou ao Centenário perguntando como pagaria por seu atendimento, e espantou-se ao saber que, mesmo em sua condição de cidadã de outro país, receberia atendimento gratuito.
 
“Eu faço questão de falar sobre essa experiência bonita. O cuidado que tiveram comigo foi excelente, e não acho que teria cuidado melhor em nenhum outro lugar. Eu sei que a questão das políticas públicas de saúde, muitas vezes, é prejudicada porque os políticos não vêm conhecer realidades como esta. Então, eu quero falar diretamente para eles: Eu sou a doutora Linda E. Thomas, sou  professora na Lutheran School of Theology at Chicago. Eu não falo Português, e, quando cheguei aqui, com dores no peito e pressão alta, eu estava com muito medo. Desde o início, ficou muito evidente que as pessoas estavam preocupadas com o meu bem-estar e que eram profissionais competentes.
 
As pessoas foram muito sensíveis às minhas limitações em torno do idioma. Fizeram vários exames, monitoraram a minha pressão. De fato, eu recebi o melhor atendimento que poderia ter tido, melhor até mesmo do que nos Estados Unidos. Eu sou uma pessoa cristã, costumo ensinar aos meus alunos a estarem sempre preparados para  ajudar qualquer pessoa. E foi isso que eu vi aqui hoje. Este é um hospital onde Jesus seria bem acolhido.”
 
Foto: Felipe Barboza
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