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Terça-feira, 14 17:06

Saúde tem formação para atender mulheres vítimas de violência

Formação Foto: Eduarda Moraes/Decom Formação

Na tarde da terça-feira, 14 de novembro, as Secretarias de Políticas para Mulheres e Saúde realizaram uma formação com servidores da saúde sobre o atendimento à mulher que sofre violência de gênero. Quem coordenou o momento foi a dentista Paula Suséli Silva de Bearzi, mestre em saúde coletiva com foco nas mulheres em situação de violência.

 

Paula abriu a atividade com o jogo No Lugar Dela, com relatados de mulheres em situação de violência colhidos pelas professoras da Universidade de São Paulo - USP Lilia Blima Schraiber e Ana Flavia Pires Lucas D`oliveira. Os participantes foram divididos em equipes e cada uma ganhou a carta de uma mulher, ao final dos relatos existiam opções a serem tomadas, os servidores debatiam e decidiam que atitude tomar. A experiência proporcionou uma reflexão mais profunda sobre a violência.

 

A agente comunitária, Solange Silva, vê a formação como uma forma de auxiliar o fortalecimento da mulher e ajudar no combate à violência. “A experiência está bem próxima da realidade, na área que eu trabalho eu não tenho vivido situações de violência, mas a gente ouve bastante comentários, sabe que a mulher aguenta até enquanto não pode mais, aí que ela vai procurar uma ajuda”, relata a agente.

 

Paula levou a discussão da violência contra a mulher para dentro da saúde básica, fazendo reflexões sobre o que os profissionais da área podem fazer, colando que os relatos podem estar nas falas indiretas e os servidores precisam estar atentos para fazer a acolhida. “Quantas situações do nosso dia a dia são sinais de alerta para a violência e a gente não investiga, não tomamos a mesma atitudes que temos com as doenças biomédicas”, explica Paula.

 

Na formação também foi explicado formas de contribuir para a defesa das mulheres, uma delas é a notificação de violência e suspeita de violência, que informa aos órgãos públicos os números de vítimas daquela situação. O que contribui para a realização de estratégias e políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher.

 

Essa atividade é uma programação antecipada da Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo fim da violência contra a mulher. Que será aberta no dia 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, e se estende até o dia 10 de dezembro, Dia Mundial dos Direitos Humanos.

 

[Texto: Eduarda Moraes - estagiária da Sepom | Jornalista Responsável: Aline Marques - MTb: 8929 | Decom/PMSL]


 

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