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Terça-feira, 12 17:20

Debates e atividades culturais marcam o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil

Na terça-feira, 12 junho, a Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Comunitária (Semusp), por meio da Diretoria de Políticas de Segurança Cidadã (DPSC), promoveu o evento “Não proteger a infância é condenar o futuro”. A mesa de debates e atividades culturais, aconteceu no auditório da Escola de Gestão que lotou com a presença de interessados e profissionais da área. A atividade é uma continuidade da Semana Municipal de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), considera a exploração como uma das piores formas de trabalho.

Compondo a mesa, estavam o secretário da Semusp, Carlos Sant’Ana, o diretor da Secretaria de Cultura (Secult), Jari da Rocha, e o diretor de planejamento e gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS), Charles Prank. As atrações culturais ficaram por conta do Centro Comunitário de Educação Infantil Talitha Kuhn, a Escola de Música e Apresentações Artísticas Luarte o flautista da Cooperativa Cultural Popular - CooperCultura, José Leopoldo da Rosa.

Com foco na prevenção e no diálogo para o enfrentamento desta violência, o secretário Sant’Ana iniciou falando sobre os números relacionados ao trabalho infantil. “No Brasil, são três milhões de crianças em situação de trabalho, no mundo são 168 milhões. Em São Leopoldo, não é diferente. Estamos falando de formas para enfrentar e reduzir estas violências, e é comprovado que o trabalho infantil causa um baixo rendimento escolar. Já há uma baixa participação da família e este caminho leva os jovens ao abandono da escola e à criminalidade. Os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostram que 1% a mais de crianças na escola, reduz 2% dos homicídios de jovens entre 15 e 17 anos”, enfatizou Sant’Ana. Colaborando para o debate, estava o estudante da Escola Municipal de Ensino Fundamental Chico Xavier e membro do Grêmio Estudantil, Lorenzo Bueno, de 11 anos. “Achei muito legal participar porque a minha palavra influencia de alguma forma para enfrentar o abuso que é muito ruim”, disse o estudante do sexto ano.

Presente, o prefeito Ary Vanazzi comentou sobre a iniciativa, o papel da gestão e sociedade civil. “Precisamos qualificar, melhorar, e enfrentar os desafios que temos pela frente. Nesta Gestão, primamos pela transversalidade e ampliar a capacidade de ação e resultado. Precisamos fazer um esforço no governo, mas também precisamos de um esforço da sociedade”, disse Vanazzi.

A partir de sua experiência em assistência, Prank reforçou que a Reforma da Previdência, proposta pelo Governo Federal, altera o enfrentamento ao trabalho infantil, já que os jovens começam a trabalhar cada vez mais cedo. Além disso, pontuou dados em nível nacional e regional, e o papel da sociedade. “No Rio Grande do Sul, são 10,7% de crianças trabalhando, isto está acima da média nacional e a maioria são meninos negros. São pequenas atitudes que vão construir uma sociedade diferenciada, e o mundo se transformará a partir de nós”, salientou Charles. 

Por fim, Jari trouxe um apanhado histórico referente ao abuso, especificamente intrafamiliar e pontou que ações como a da Semusp são fundamentais para o enfrentamento deste tipo de violência. “Devemos falar, falar e falar. As atividades e campanhas são para não cair no esquecimento e melhorar, minimamente, a humanidade”, finalizou o diretor da Secult. 

[Texto: Andressa Lima - Estagiária Semusp |Supervisão: Rodrigo Machado - Jornalista MTb - 14.433 |Scom/PMSL]
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