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Museu do Trem

Museu do Trem <br />Foto: Foto: Israel de Lima Foto: Foto: Israel de Lima Museu do Trem
Horário de funcionamento: 
 
Horário de verão: (até o final de fevereiro)
 
De terça-feira a quinta-feira: 8h às 14h.
 
Sexta, Sábado e domingo: 14h às 19h.
 
Horário durante o ano:
 
De terça-feira a sábado: 8h às 18h.
 
Domingo: 13h às 18h.
 
Telefone: (51) 3591-8853
 
Endereço: Rua Lindolfo Collor, 40, Centro – CEP: 93010-080.
 
E-mail para solicitação de visitas guiadas e pesquisas: museudotrem@saoleopoldo.rs.gov.br

O Museu do Trem de São Leopoldo/RS, Centro de Preservação da História Ferroviária do Rio Grande do Sul, é o principal equipamento público na temática ferroviária em toda a região sul do Brasil. Responsável pela preservação e cuidado da primeira estação ferroviária construída no Estado, possui em suas dependências a salvaguarda de parte do acervo da extinta Viação Férrea do Rio Grande do Sul (VFRGS) /Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA). O acervo da instituição está sob a guarda do IPHAN e aos cuidados da Prefeitura Municipal de São Leopoldo. Está cadastrado no Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM, o Sistema Brasileiro de Museus- SBM, no Sistema Estadual de Museus-SEM/RS e no Sistema Integrado Municipal de Museus e Espaços de Memória- SIMMEM.
 
Missão: Assegurar a dimensão do Museu como território de salvaguarda e de difusão da história da ferrovia e da Viação Férrea do Rio Grande do Sul (VFGRS) / Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA). Reafirmá-lo como lugar reflexivo dos diferentes espaços-tempos vinculados à memória local, regional, estadual e nacional.
 
Principais objetivos:
 
a) Garantir a preservação do patrimônio da VFRGS/ RFFSA e o cumprimento das leis de proteção ao acervo de valor histórico e cultural, provendo a manutenção do Sítio Histórico que compreende o Museu do Trem, a Antiga Estação, o Armazém, o acervo em seus prédios e a Praça John Mac Ginity;
 
b) Promover projetos em parceria com diferentes instituições, entre elas: rede de ensino fundamental e médio, ensino superior, rede municipal e de assistência social, turismo, meio ambiente e empresas da comunidade leopoldense;
 
c) Garantir a interdisciplinaridade no espaço do Museu;
 
d) Fortalecer e ressignificar a memória e a identidade local e regional;
 
e) Ser espaço de diálogo;
 
f) Manter atualizadas as informações referentes ao acervo museológico


PROGRAMAS


Programa de Ação Educativa


O Programa de Ação Educativa tem sua concepção voltada para a função social do museu como um lugar de ensino/aprendizagem, lugar de pesquisa, trocas e produção de saberes integrado com diversas áreas do conhecimento, com propósito de ampliar as relações entre a educação e a cultura. No Programa de Ação Educativa estão contempladas ações de recepção de escolares, visitas guiadas e oficinas de educação patrimonial.

 

 

ACERVO

 
Acervo museológico - Tridimensional
 
O acervo tridimensional é toda a materialidade da memória ferroviária, que contempla materiais de locomotivas, carros, vagões. Além disso, há diversas ferramentas que foram utilizadas na ferrovia, como pinça de carregar trilho, lanternas de sinalização e peças de carro que fazem homenagem a Bento Gonçalves. Há, ainda, mobiliário e materiais dos escritórios da administração da Viação Férrea /Rede Ferroviária, incluindo relógios, máquinas de escrever e de calcular, telégrafos, telefones, quepes, bilhetes, carimbadores, máquina fotográfica com negativo de vidro, etc.
 
Acervo documental
 
São registros importantes da memória administrativa da Viação Férrea e da Rede Ferroviária, incluindo atas, ordens de serviço, livros de registro dos funcionários, contracheques, regras de transporte de mercadorias, descrição de uniformes das diferentes funções, mapas, plantas, etc.
 
Acervo audiovisual
 
Reúne cerca de 8.747 fotografias em papel, negativos de vidro e registros audiovisuais da construção da estrada de ferro em diferentes mídias.
 
Acervo bibliográfico
 
Abrange livros, revistas e periódicos, com publicações estrangeiras e nacionais referentes a assuntos relacionados à ferrovia. Também contempla materiais sobre a imigração alemã e diversos temas pautados à ciência museológica.


HISTÓRIA
 
História da estrada de ferro no Rio Grande do Sul
 
Com o objetivo de encampar uma rota da Capital da Província à região de São Leopoldo, foi iniciada a construção da estrada de ferro em 1871, pela empresa Porto Alegre and New Hamburg Brazilian Railway Company Limited. Em 14 de abril de 1874 foi inaugurada a seção compreendida entre Porto Alegre e São Leopoldo com uma extensão de 33 756 metros que deu início a estrada de ferro gaúcha e na ocasião também passou a funcionar a primeira estação do Estado, a estação ferroviária de São Leopoldo. A sua estrutura pré-fabricada foi importada da Inglaterra, juntamente com o prédio de Porto Alegre. A construção da linha Porto Alegre – São Leopoldo instigou a produção da zona colonial alemã, que foi seguida pela multiplicação de núcleos urbanos e pela própria expansão da linha, sendo consecutivamente ampliada até atingir o município de Canela, em 1922. Além desse trecho ferroviário precursor, foi inserida na Província/Estado uma rede de estradas de ferro em quatro linhas principais: estrada de ferro Porto Alegre-Uruguaiana; estrada de ferro Rio Grande-Bagé; estrada de ferro Santa Maria- Marcelino Ramos; estrada de ferro Barra do Quaraí – Itaqui.
 
Em 1996, as ferrovias do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná foram leiloadas, sendo arrendadas pela Ferrovia Sul Atlântico, depois pela América Latina Logística- ALL, que atualmente opera o sistema de transporte. Apesar do desmantelamento de vários trechos e a privatização de outras linhas, não extinguiu-se da memória coletiva das comunidades as lembranças dos recintos ferroviários e a sua importância para a sociedade. Essa memória é atualmente invocada por muitos elementos materiais que são testemunhas de um tempo em que o apito dos trens causava alvoroço por onde cruzavam.
 
Histórico do Museu do Trem
 
Em 26 de novembro de 1976 foi criado o Museu do Trem em um convênio entre a Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA) e o Museu Histórico Visconde de São Leopoldo, dividindo o mesmo prédio com a estação ferroviária de São Leopoldo até 1980, quando foi desativada. Em 1982, RFFSA retoma o Museu do Trem por meio do Programa de Preservação do Patrimônio Histórico e reconstrói a centenária edificação que passa a abrigar o Centro de Preservação da História Ferroviária do Rio Grande do Sul. Em 1989, a instituição foi fechada por medidas de contenção de despesas, o que gerou muita polêmica e mobilização da população. Nesse período, o IPHAE realiza o tombamento do Sítio Histórico do Museu do Trem com a portaria 17/90. Após, em 1991, é firmado o comodato entre a RFFSA com a Prefeitura Municipal de São Leopoldo, que passa a administrar a instituição e desde então, permanece responsável pela salvaguarda do acervo ferroviário, que está cadastrado pelo IPHAN com a extinção da empresa ferroviária.
 
 
Referências:
 
CARDOSO, Alice; Zamin, Frinéia. Patrimônio ferroviário no Rio Grande do Sul. Inventário das estações: 1874-1959. Porto Alegre: Pallotti, 2002.
 
Lewinski, Cinara Isolde Koch.Um lugar de memória da estrada de ferro: o centro de preservação da história ferroviária do Rio Grande do Sul – 1980-1990 . 2017.311 f. Dissertação (Mestrado em História) -- Unisinos, São Leopoldo, 2018.
 
Museu do Trem - Centro de Preservação da História Ferroviária do Rio Grande do Sul. Plano Museológico 2015/2020. São Leopoldo, 2015.
Prefeitura Municipal de São Leopoldo
Av. Dom João Becker, 754. Centro. CEP: 93010-010. Fone: (51) 2200-0201
Horário de atendimento: 9h às 14h