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São Leopoldo: Sepom nas escolas busca a sensibilização de crianças e adolescentes para combater a violência contra a mulher

10/03/2026

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Créditos: Pedro H. Tesch

O combate à violência contra a mulher em São Leopoldo ganha reforço com o projeto Sepom nas escolas, que começa sua segunda edição em 2026. A iniciativa da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres conta com a parceria da Secretaria Municipal de Educação (Smed) e apoio da Ronda Escolar da Guarda Civil Municipal (GCM). Os representantes dos órgãos envolvidos fizeram a apresentação do projeto e os objetivos para 2026 na manhã desta terça-feira, 10 de março, no Espaço Sicredi da Feitoria. O evento reuniu professores, integrantes das equipes diretivas de escolas da rede municipal e conveniadas.

De acordo com a coordenadora do Centro Jacobina, Patrícia Oliveira, o projeto Sepom nas escolas teve início em janeiro de 2025, e durante o ano alcançou em média 890 crianças e adolescentes com idades de 6 a 17 anos. "Estamos unindo nossas forças para potencializar o que estávamos fazendo para alcançar o maior número de alunos.  O projeto tem foco na prevenção e entendemos que precisamos falar sobre a violência o mais cedo, antes que a violência aconteça e o melhor lugar é a escola", afirmou.

O assessor jurídico da Smed, Luciano Peixoto, destacou o trabalho que a Semd vem fazendo e a parceria com a Sepom para o enfrentamento à violência contra a mulher e falou sobre a importância de ensinar as crianças. "É preciso trabalhar com os adolescentes, preciso trabalhar com meninos que se tornarão homens e que precisam assim como se aprendeu em outras gerações que o machismo era uma marca que deveria se manter e ter um certo orgulho, a gente também pode ensinar o inverso, o respeito", ressaltou. Peixoto falou ainda sobre o ensino do empoderamento feminino para as meninas.

A diretora de Proteção e Enfrentamento à Violência da Sepom, Andrea Oliveira, enfatizou a relevância do projeto que aborda com os estudantes de forma lúdica os diferentes tipos de violência, incluindo o bullying e o cyberbullying. A Sepom e a Smed prepararam uma cartilha com informações sobre o Centro Jacobina, serviços de atendimento às mulheres, legislação, contatos para pedir ajuda, entre outras. O material foi distribuído para os participantes da atividade.

A psicóloga Adrissa Moura, coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Saúde na Escola (Nise) e membro do Núcleo de Enfrentamento à Violência Escolar da Secretaria Municipal de Educação, apresentou as estratégias de abordagem de atuação do Nise em relação à violência contra a mulher. "É um trabalho persistente, pois sabemos o quanto é forte a cultura machista na nossa sociedade", frisou.

O inspetor GCM Gomes falou sobre a parceria da Guarda com a Ronda Escolar e sobre a Ronda Lilás, a GCM Patrícia também acompanhou a atividade. Falaram ainda sobre as ações a psicóloga Fabiana Morales, do Programa Saúde na Escola, e a coordenadora do Centro Municipal de Educação Inclusiva Paulo Freire (Cemei), Gabriela Fonseca. Além da apresentação pedagógica, o evento teve uma roda de conversa com troca de experiências entre os participantes e os profissionais envolvidos no projeto.


O cronograma do projeto inicia-se a partir de amanhã, 11 de março, abrangendo instituições municipais e estaduais.

Texto: Jornalista Vanessa Bueno - MTb.11.299
Foto: Pedro H.Tesch
Superintendência de Comunicação da Prefeitura de São Leopoldo


 

 

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