Prefeitura alerta sobre casos de Esporotricose
24/03/2026
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Créditos: Pedro H. Tesch
A Secretaria de Saúde de São Leopoldo está intensificando a campanha de conscientização sobre a esporotricose, uma micose de pele que afeta animais e humanos. O alerta surge após a atualização dos dados epidemiológicos: a cidade registrou 45 casos em 2025, contra 22 no ano anterior. Em 2026, o monitoramento já confirmou 12 ocorrências, reforçando a importância do diagnóstico precoce.
Diferente de outras doenças, a esporotricose tem tratamento e cura, tanto para pessoas quanto para animais. O foco da Secretaria da Saúde é garantir que a população saiba identificar os sinais e agir corretamente para interromper o ciclo de transmissão.
A esporotricose é causada por um fungo que vive no ambiente rico em matéria orgânica (solo, gravetos e vegetação). O contágio ocorre geralmente por pequenos ferimentos durante atividades de jardinagem ou através de arranhões e mordidas de animais infectados, especialmente gatos, que são mais suscetíveis ao fungo por afiar as unhas em árvores e revirar terra.
A identificação rápida é o primeiro passo para o sucesso do tratamento. Nos animais, pode se observar feridas que não cicatrizam, geralmente no focinho, patas e orelhas, além de perda de pelos em áreas específicas. Nos humanos surgem pequenos caroços ou feridas que se manifestam geralmente nos braços e pernas.
Prevenção
A prevenção é simples e baseada em hábitos de higiene e proteção. Ao mexer na terra ou podar árvores, utilize sempre luvas e calçados fechados. O cuidado com os pets é fundamental. Mantenha a vacinação e a saúde dos felinos em dia. Castrar os animais ajuda a reduzir as saídas à rua e brigas, diminuindo o risco de contágio.
Cuidado com os pets
A prefeitura reforça que animais com suspeita da doença não devem ser abandonados. O abandono, além de ser crime, contribui para que o fungo permaneça circulando. Se notar feridas no seu animal, leve-o ao veterinário. Ao cuidar dele, use luvas e evite o contato direto com as lesões.
O tratamento da esporotricose exige persistência. O medicamento deve ser administrado até o final, conforme orientação médica ou veterinária, mesmo que os sintomas desapareçam antes. Em caso de dúvidas ou sintomas em humanos, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para início imediato do protocolo de cuidado.
Texto: Jornalista Romeu Finato - MTb. 12.042
Foto: Pedro H. Tesch
Superintendência de Comunicação da Prefeitura de São Leopoldo
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