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Sedes inicia formação dos participantes do programa social de Apadrinhamento Afetivo

25/03/2026

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Créditos: Larissa Malgarin

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes) iniciou as formações das pessoas voluntárias e das crianças e adolescentes inscritas para o programa social de Apadrinhamento Afetivo em 2026. A primeira atividade reuniu os adultos pretendentes a serem padrinho ou madrinha na segunda-feira, 23 de março, na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Educação (Smed). Ao todo serão quatro encontros para este público, e cinco para as crianças e adolescentes.

A secretária de Desenvolvimento Social, Simone Dutra ressalta o significado do programa. "Este momento representa a construção de vínculos, de cuidado e de novas possibilidades para nossas crianças e adolescentes. Como secretária de Desenvolvimento Social, reforço a importância desse programa como uma política pública que promove o afeto, fortalece vínculos e amplia horizontes para crianças e adolescentes que estão afastados do convívio familiar. O apadrinhamento é presença, é escuta, é referência - e tem um papel fundamental na construção de trajetórias mais seguras e cheias de possibilidades."

O Apadrinhamento Afetivo busca promover o vínculo afetivo, a convivência familiar e comunitária e referência positiva para crianças e adolescentes, com idades entre 5 a 17 anos, que se encontram afastadas de suas famílias e estão em acolhimentos institucionais do município.

A qualificação dos participantes é voltada para o autoconhecimento e para entenderem a diferença de ser dindo e dinda, o que não repercute em sistema de adoção. O programa de Apadrinhamento Afetivo não visa adoção, ele visa a convivência comunitária e o vínculo com uma criança ou adolescente, para oferecer uma oportunidade de desenvolver a individualidade do sujeito. "A ideia é que as crianças e adolescentes possam vivenciar experiências diferentes das que eles têm no abrigo, e também receber um olhar individualizado sobre os seus gostos", ressalta Ana Lúcia Nedel Paz, psicóloga da equipe do programa, que é vinculado à Diretoria de Proteção Social Especial da Sedes. A assistente social Flávia Margarida Kauer também participa do grupo que faz a formação do Apadrinhamento Afetivo.

Os voluntários que se habilitaram para participar do programa incluem jovens e adultos com mais de 60 anos, totalizando 43 pessoas, moradores de São Leopoldo, Novo Hamburgo, Sapucaia do Sul e Portão. Já as três instituições de acolhimento do município indicaram, no total, 17 crianças e adolescentes que participarão do programa nesta edição.

A equipe do programa reforça a importância do Apadrinhamento, especialmente para os adolescentes que estão próximos a completar 18 anos. "Este é um período em que efetivamente eles têm que sair da instituição de acolhimento e alguns deles ainda não têm bem claro para onde vão, se vão conseguir voltar para sua família extensa ou como é que eles vão ficar diante do fato de terem às vezes passado muito tempo dentro do abrigo institucional", salienta Ana Lúcia Paz.

Na etapa de qualificação dos participantes é preparada a aproximação dos voluntários com as crianças e adolescentes, que irão escolher o seu padrinho ou madrinha. Após esta definição, o convívio entre os participantes deverá ser regular e poderá ser com passeios, pernoites, incluindo viagens, conforme a possibilidade de cada um. A equipe do programa ressalta que a aceitação de toda a família para o apadrinhamento é muito importante. "Para além das pessoas que participam diretamente do programa, é necessário que todos os familiares, também entendam o significado do programa para que haja uma vivência boa para todos os envolvidos", ressalta Ana Paz. Todas as etapas do programa têm acompanhamento da equipe da Sedes.

Texto: Jornalista Vanessa Bueno - MTb.11.299
Foto: Larissa Malgarin
Superintendência de Comunicação da Prefeitura de São Leopoldo

 

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