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Vigilância em Saúde orienta floriculturas sobre esporotricose

09/04/2026

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Créditos: Romeu Finato

A Secretaria de Saúde de São Leopoldo está intensificando a campanha de conscientização sobre a esporotricose, uma micose de pele que afeta animais e humanos. Equipes da Vigilância em Saúde do Trabalhador (Visat) visitaram floriculturas para orientar funcionários sobre a contaminação. O alerta surge após a atualização dos dados epidemiológicos: a cidade registrou 45 casos em 2025, contra 22 no ano anterior. Em 2026, o monitoramento já confirmou 12 ocorrências, reforçando a importância do diagnóstico precoce.
A esporotricose é causada por um fungo que vive no ambiente rico em matéria orgânica como solo, gravetos e vegetação. Por isso a estratégia da secretaria em visitar floriculturas nesse primeiro momento. O contágio ocorre geralmente por pequenos ferimentos durante atividades de jardinagem ou através de arranhões e mordidas de animais infectados, especialmente gatos, que são mais suscetíveis ao fungo por afiar as unhas em árvores e revirar terra.
"Ao informar proprietários e funcionários sobre a doença, eles se tornam fonte de comunicação com os clientes sobre o assunto", destacou a funcionária da Visat Gisele Rodrigues. "O fungo causador pode estar nas plantas. Para prevenir, reforçamos a importância do uso de equipamentos de proteção individual (EPIs)", acrescentou o veterinário Alberto Leães.

Prevenção

A prevenção é baseada em hábitos de higiene e proteção. Ao mexer na terra ou podar árvores, utilize sempre luvas e calçados fechados. O cuidado com os pets é fundamental. Mantenha a vacinação e a saúde dos felinos em dia. Castrar os animais ajuda a reduzir as saídas à rua e brigas, diminuindo o risco de contágio.

Tratamento

A esporotricose tem tratamento e cura, tanto para pessoas quanto para animais. O foco da Secretaria da Saúde é garantir que a população saiba identificar os sinais e agir corretamente para interromper o ciclo de transmissão. A identificação é o primeiro passo para o sucesso do tratamento. Nos animais, pode se observar feridas que não cicatrizam, geralmente no focinho, patas e orelhas, além de perda de pelos em áreas específicas. Nos humanos surgem pequenos caroços ou feridas que se manifestam geralmente nos braços e pernas.


Cuidado com os pets

A prefeitura reforça que animais com suspeita da doença não devem ser abandonados. O abandono, além de ser crime, contribui para que o fungo permaneça circulando. Se notar feridas no seu animal, leve-o ao veterinário. Ao cuidar dele, use luvas e evite o contato direto com as lesões.
O tratamento da esporotricose exige persistência. O medicamento deve ser administrado até o final, conforme orientação médica ou veterinária, mesmo que os sintomas desapareçam antes. Em caso de dúvidas ou sintomas em humanos, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para início imediato do protocolo de cuidado.

 

Texto e foto: Jornalista Romeu Finato - MTb. 12.042
Superintendência de Comunicação da Prefeitura de São Leopoldo

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