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Diante do avanço do sarampo em São Paulo, Hospital Centenário intensifica capacitação preventiva com as equipes

28/08/2026

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Créditos: Jefferson Couto

Com o aumento de casos de sarampo registrados em São Paulo neste ano, a Vigilância Epidemiológica do Hospital Centenário tem promovido uma série de capacitações internas voltadas à prevenção, à identificação precoce de sinais e sintomas e ao correto manejo de casos suspeitos dentro da instituição. Os encontros reúnem equipes assistenciais de diferentes setores e reforçam protocolos que já fazem parte da rotina do hospital, mas que ganham atenção redobrada diante do cenário nacional.

O sarampo é uma doença viral de altíssimo poder de contágio: uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus a cerca de 20 outras pessoas não imunizadas. Os principais sinais de alerta são febre alta, manchas avermelhadas que se espalham por todo o corpo, coriza e vermelhidão nos olhos. Diante da suspeita de um caso, o protocolo hospitalar prevê isolamento imediato do paciente, medida essencial para conter a propagação do vírus dentro do ambiente de saúde.

O Brasil recebeu, em 2016, a certificação de país livre do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), status perdido em 2019 após surtos ligados à queda na cobertura vacinal. Após cinco anos de trabalho intensivo em vigilância e imunização, o país recuperou o certificado em novembro de 2024. Manter essa condição depende diretamente da resposta rápida a casos importados e do fortalecimento contínuo da vacinação, e é exatamente esse esforço que motiva a capacitação em curso no Hospital Centenário.

"Não tivemos casos confirmados no Rio Grande do Sul, e é justamente para manter esse cenário que estamos trabalhando agora. A capacitação das equipes é o que garante que, se um caso suspeito chegar até nós, ele seja identificado e isolado rapidamente, sem risco de disseminação dentro do hospital", explica Ana Claudia Fritzen, responsável pela Vigilância Epidemiológica do Hospital Centenário.

Os casos confirmados neste ano se concentram no estado de São Paulo, majoritariamente em pessoas sem histórico vacinal completo. O vírus não chegou ao Rio Grande do Sul, mas a orientação da Vigilância Epidemiológica é clara: a prevenção precisa ser contínua, e não uma resposta apenas quando o risco já está próximo. Entre as principais medidas de proteção está a vacina tríplice viral, indicada a partir dos 12 meses de idade, com reforço posterior previsto no calendário vacinal infantil. O hospital reforça à comunidade a importância de manter a caderneta de vacinação em dia, especialmente entre crianças pequenas, grupo mais vulnerável a complicações da doença.

Texto: Paulo H. Machado MTB 15.607
Fotos: Jefferson Couto
Superintendência de Comunicação da Prefeitura de São Leopoldo

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